Conselho Regional de Química XII Região

O Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) do MinistA�rio da CiA?ncia, Tecnologia, InovaA�A�es e ComunicaA�A�es (MCTIC) estA? desenvolvendo a tecnologia de produA�A?o do grafeno a�� uma das formas cristalinas do carbono a�� para a primeira fA?brica desse material do Brasil. A iniciativa A� da Companhia de Desenvolvimento EconA?mico de Minas Gerais (Codemig), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o CDTN, que irA? investir R$ 21,3 milhA�es em trA?s anos, para desenvolver a tecnologia e implantar a produA�A?o em escala piloto.

O Centro A� o responsA?vel pelo desenvolvimento da tecnologia de produA�A?o do grafeno, separaA�A?o e demonstraA�A?o de aplicaA�A�es em baterias de A�on-lA�tio e compA?sitos polimA�ricos. “O foco do nosso trabalho A� o processamento quA�mico em nanoestruturas de carbono. Somos responsA?veis pela parte de produA�A?o do grafeno, por meio da esfoliaA�A?o quA�mica do insumo de partida que A� a grafita natural. A gente vem trabalhando com esfoliaA�A?o do grafeno desde 2008”, explica a coordenadora no CDTN do projeto “MG Grafeno a�� ProduA�A?o de grafeno a partir da grafite natural e aplicaA�A�es”, ClascA�dia Furtado.

Para a estruturaA�A?o deste projeto, a Codemig identificou nas instituiA�A�es parceiras competA?ncias adquiridas ao longo de quase duas dA�cadas de dedicaA�A?o A� pesquisa bA?sica em nanomateriais de carbono. A produA�A?o de grafeno a partir da grafita natural agrega enorme valor a esse mineral: enquanto uma tonelada mA�trica de grafite A� hoje comercializada por aproximadamente US$ 1 mil no mercado internacional, uma tonelada mA�trica de grafeno A� comercializada por cerca de 500 vezes esse valor, sendo que, dependendo da aplicaA�A?o, o preA�o pode chegar a US$ 100 por grama.

O investimento na produA�A?o do grafeno irA? atrair empresas de alta tecnologia que possam utilizar a matA�ria-prima em produtos inovadores de alto valor, num grande leque de aplicaA�A�es, em razA?o da seguranA�a trazida pela disponibilidade do insumo em quantidade e qualidade adequadas A� industrializaA�A?o de produtos e processos.

“A grafita A� amplamente usada em diversas A?reas, como, por exemplo, fundiA�A?o, tintas, siderurgia, baterias. O grafeno vem ampliar a possibilidade dessas aplicaA�A�es. A� um material totalmente diferente, em escala nanomA�trica. O grafeno possui propriedades interessantes inerentes A� nanoestrutura de carbono. A� seis vezes mais forte que o aA�o, possui altA�ssima condutividade elA�trica e condutividade tA�rmica superior a do diamante”, salienta Furtado.

Cadeia produtiva em ascensA?o
Minas Gerais possui uma das maiores reservas mundiais de grafita, o mineral a partir do qual se extrai o grafeno. As reservas mundiais de grafita sA?o de, aproximadamente, 131,4 milhA�es de toneladas, dos quais 59,5 milhA�es estA?o localizados no Brasil, o que constitui a maior reserva mundial, segundo dados do Departamento Nacional de ProduA�A?o Mineral (DNPM). As reservas economicamente explorA?veis estA?o localizadas, principalmente, em Minas Gerais, no CearA? e na Bahia.

Segundo informaA�A�es da Codemig, as recentes movimentaA�A�es financeiras nos paA�ses A� frente dos investimentos no grafeno confirmam a importA?ncia econA?mica do nanomaterial. As previsA�es para o mercado mundial de grafeno indicam uma taxa de crescimento anual composta (Carg) de 44% atA� 2020.

Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear
O CDTN A� uma das unidades de pesquisa da ComissA?o Nacional de Energia Nuclear (Cnen), autarquia vinculada ao MCTIC. Localizado no campus universitA?rio da UFMG, em Belo Horizonte (MG), o Centro atua na pesquisa e desenvolvimento, ensino de pA?s-graduaA�A?o e prestaA�A?o de serviA�os na A?rea nuclear e em A?reas correlatas. Suas principais atividades envolvem as A?reas de tecnologia nuclear, minerais e materiais, saA?de e meio ambiente.
O LaboratA?rio de QuA�mica de Nanoestruturas de Carbono a�� setor onde estA? sendo desenvolvida a tecnologia de produA�A?o do grafeno – integra o Sistema Nacional de LaboratA?rios em Nanotecnologia (SisNANO).

Fonte: MCTIC.