Conselho Regional de Química XII Região

O Brasil obteve os primeiros 100 gramas de didA�mio metA?lico, um dos elementos principais na fabricaA�A?o de superA�mA?s, peA�as-chave nas turbinas eA?licas e carros elA�tricos e necessA?rios em dispositivos eletrA?nicos. A conquista vem de um projeto firmado recentemente pela Unidade Embrapii IPT (Instituto de Pesquisas TecnolA?gicas) com a Companhia Brasileira de Metalurgia e MineraA�A?o (CBMM).

De acordo com o pesquisador do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais (CTMM) da Unidade Embrapii IPT e coordenador do projeto, JoA?o Batista Ferreira Neto, a conquista deve ser comemorada. “A obtenA�A?o do didA�mio mostra que A� possA�vel, em um futuro breve, a sua produA�A?o em escala industrial, contribuiA�A?o definitiva para completar a cadeia dos A�mA?s de alto desempenho. A ideia A� que o Brasil tenha domA�nio tecnolA?gico de toda a cadeia produtiva dos A�mA?s permanentes, desde a extraA�A?o mineral das terras-raras atA� a fabricaA�A?o dos A�mA?s”, afirma.

A CBMM, parceira no projeto, possui um grande diferencial competitivo para a produA�A?o do didA�mio. A empresa A� lA�der mundial na exportaA�A?o de niA?bio, metal que A� extraA�do de sua reserva mineral situada em AraxA? (MG), que possui tambA�m alto teor de terras-raras. A CBMM desenvolveu uma planta-piloto de concentraA�A?o (separaA�A?o) das terras-raras e deu sequA?ncia ao trabalho em uma planta laboratorial, na qual estA? conseguindo separar os A?xidos dos principais metais de terras-raras contidos em seu minA�rio, dentre eles o A?xido de didA�mio. O elo que faltava para dar andamento A� produA�A?o dos superA�mA?s era justamente a reduA�A?o do A?xido de didA�mio em metal, gerando o didA�mio metA?lico, escopo do convA?nio da CBMM com a unidade da Embrapii. O didA�mio foi obtido a partir de um trabalho de desenvolvimento de reatores e de processos de reduA�A?o, que estA?o sendo investigados no projeto.

Segundo dados do Departamento Nacional de ProduA�A?o Mineral (DNPM), o Brasil A� detentor da segunda maior reserva de terras-raras do mundo. No entanto, ainda nA?o explora comercialmente os elementos, mercado dominado pela China. “O projeto da CBMM A� estratA�gico, pois abre portas para o PaA�s garantir internamente e tambA�m exportar um produto fundamental para indA?strias de elevado conteA?do tecnolA?gico e que tA?m demandas crescentes”, destaca Ferreira Neto. Com duraA�A?o de dois anos e previsA?o de tA�rmino em junho de 2016, o projeto caminha agora para testes de rotas e processos, otimizaA�A?o de parA?metros de operaA�A?o e controle do nA�vel de pureza do didA�mio.

Fonte: Embrapii e MCTI.