Conselho Regional de Química XII Região

O ministro de CiA?ncia, Tecnologia e InovaA�A?o, Celso Pansera, disse na A?ltima segunda-feira, dia 7, que o Brasil tem muita produA�A?o de pesquisas, teses de mestrado e doutorado e pA?s-doutorado, mas A� preciso transformar tudo isso em bem-estar social, para refletir no sistema produtivo brasileiro e promover a geraA�A?o de riqueza. Para ele, a integraA�A?o entre o governo, a academia e empresas privadas A� fundamental.

Pansera apontou que as universidades tA?m muitas resistA?ncias A� vinculaA�A?o da pesquisa no estado puro para produA�A?o de patentes e de produtos que gerem economia, mas defendeu que o conhecimento gerado no meio acadA?mico tenha um sentido prA?tico na vida das pessoas, como o caso de um remA�dio para combater a Zika.

a�?Isso para gente A� fundamental, a integraA�A?o do governo, a academia e o setor privado, para que tudo que A� produzido em estado da arte na ciA?ncia, no futuro, vire geraA�A?o de riqueza e bem-estar sociala�?, considerou o ministro, durante palestra na aula inaugural dos novos alunos da Coppe a�� Instituto Alberto Luiz Coimbra de PA?s-GraduaA�A?o e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para o ministro, a Coppe A� um exemplo de integraA�A?o das universidades com o setor privado. Ele avaliou que este A� o caminho para o desenvolvimento das pesquisas de que o paA�s precisa. a�?O estado nA?o tem como sustentar um sistema de pesquisa pujante a vida toda, o tempo todo. O estado precisa de apoio e a iniciativa privada tem que ver isso como um lugar para criar produtos e gerar riqueza, gerar novos processos, novos sistemas. SA? assim a ciA?ncia brasileira darA? um saltoa�?.

Entre os projetos da Coppe estA?o o A?nibus urbano elA�trico hA�brido a hidrogA?nio, que pode operar com trA?s tipos de fontes de energia elA�trica e serA? usado por atletas no perA�odo dos Jogos OlA�mpicos; o Parque TecnolA?gico, onde estA?o instalados os grandes centros de pesquisas de empresas que cooperam com a UFRJ, como a Petrobras, e onde se produz tecnologia para a retirada de petrA?leo do fundo do mar; e o Maglev-Cobra, um trem de levitaA�A?o magnA�tica, que tem um custo reduzido na comparaA�A?o com outros meios de transporte de massa.

Marco RegulatA?rio
Pansera destacou tambA�m a importA?ncia do Marco RegulatA?rio da CiA?ncia e Tecnologia e InovaA�A?o, sancionado pela presidenta Dilma Rousseff no dia 11 de janeiro, para o desenvolvimento do setor e adiantou que nesta terA�a-feira,A�8, devem ser analisados no Congresso alguns vetos da lei.

De acordo com o ministro, o marco legal muda muito o panorama e a legislaA�A?o do setor, entre outros pontos, no sentido de facilitar a importaA�A?o de produtos de pesquisa e de reagentes, alA�m de equipamentos importantes para as universidades e os laboratA?rios, como tambA�m, permite que professores de universidades dediquem atA� 416 horas por ano para o desenvolvimento de projetos de pesquisa entre a universidade e a iniciativa privada.

a�?[O marco regulatA?rio] permite que centros como a Coppe ou a UFRJ entrem como sA?cios minoritA?rios de empresas em projetos de inovaA�A?o, de pesquisa e de busca de patentes e novos produtosa�?, exemplificou.

Pansera voltou a comentar, que o ministA�rio estA? em vias de contrataA�A?o de um financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para garantir recursos para a A?rea. a�?JA? temos o OK do BID, falta agora resolver no Cofiex [ComissA?o de Financiamentos Externos, o A?rgA?o colegiado ligado ao MinistA�rio da Fazenda] para que o dinheiro cheguea�?, explicou.

SaA�da da crise
Para o ministro, a saA�da do Brasil da crise econA?mica atual passa pela ciA?ncia, pela tecnologia e pela inovaA�A?o e defendeu que A� necessA?rio reduzir a diferenA�a que existe entre o setor no Brasil e das grandes potA?ncias cientA�ficas mundial. a�?Isso para gente A� um esforA�o muito grande. Em 2013, o Brasil investiu 1,26% do PIB em inovaA�A?o, ciA?ncia e tecnologia. Os padrA�es mundiais giram em torno de 2%. A Coreia investe mais de 3%, os Estados Unidos em torno de 2,8%. Nosso objetivo A� chegar a 2020, investindo 2% do PIB. Em torno de 60% disso, A� dinheiro pA?blico e 40% da inciativa privada. A� um desafio muito grande para gente nos prA?ximos anosa�?.

O ministro se mostrou preocupado com as medidas de adequaA�A?o do OrA�amento do governo do estado do Rio de Janeiro, que pretende reduzir de 2% para 1%, os recursos do ICMS que sA?o destinados ao Fundo Estadual de CiA?ncia e Tecnologia. a�?Estamos hoje com um debate na Alerj e com o governador para que essa PEC estadual nA?o seja votada, porque o dinheiro da Faperj [FundaA�A?o de Amparo A� Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro] A� muito importante. 2% do ICMS do estado significam R$ 300 milhA�es por ano que vem para o sistema de ciA?ncia e tecnologia, para bolsas e compra de equipamentosa�?.

Fonte: AgA?ncia Brasil.