Conselho Regional de Química XII Região

Especialistas convidados para debater o Aedes aegypti destacaram na A?ltima quinta-feira, dia 18, em audiA?ncia pA?blica no Senado que o Brasil precisa investir mais em pesquisas e estimular parcerias entre universidades, instituiA�A�es de pesquisa e empresas na batalha contra o mosquito transmissor da dengue, do vA�rus Zika e da febre chikungunya.

a�?Acredito que, para atacar algo que A� novo ou desconhecido, A� importante a pesquisa. Para fazA?-la, gasta-se dinheiro, pois A� caro. NA?o A� barato. O Governo precisa conscientizar-se de que pesquisa cientA�fica tem de ser contA�nua. NA?o pode ter hoje e amanhA? nA?o ter. A� necessA?rio colocar dinheiro sempre. A� necessA?rio haver muita gente trabalhando. Muitas pesquisas sA?o bA?sicasa�?, ressaltou o biA?logo e diretor do Decanato de PA?s-graduaA�A?o da Universidade de BrasA�lia, Bergmann Morais Ribeiro durante a audiA?ncia, promovida pelas comissA�es de Agricultura e Reforma AgrA?ria (CRA) e Senado do Futuro (CSF).

Entre as armas disponA�veis atualmente para combater o mosquito, os especialistas destacaram os bioinseticidas: mosquitos geneticamente modificados e bactA�rias que infectam insetos.

O presidente da ComissA?o Senado do Futuro atribuiu a multiplicaA�A?o de casos de dengue ao relaxamento de medidas de contenA�A?o do mosquito nos A?ltimos anos, alA�m da falta de saneamento bA?sico em muitas cidades. a�?Precisamos de uma polA�tica constante nA?o sA? hoje, mas de mA�dio e longo prazo de combate ao mosquitoa�?, disse o senador Wellington Fagundes (PR-MT).

Bioinseticidas
Durante a audiA?ncia, a pesquisadora da Embrapa Recursos GenA�ticos e Biotecnologia, Rose Monnerat, apresentou o Inova-Bti, uma nova geraA�A?o de bioinseticidas. O produto, jA? testado pela Embrapa, A� capaz de matar as larvas do mosquito sem prejuA�zo A� saA?de das pessoas e dos animais domA�sticos. Mas para ser produzido em larga escalada, ainda depende de registro na AgA?ncia Nacional de VigilA?ncia SanitA?ria (Anvisa).

Esta nA?o A� a primeira vez que a Embrapa desenvolve um inseticida biolA?gico para combater as larvas do mosquito. Desde 2005 estA? no mercado o Bt-horus a�� feito em parceria com a Bthek Biotecnologia. O produto foi utilizado pela primeira vez em 2007 em SA?o SebastiA?o, no Distrito Federal, em uma campanha que envolveu o governo e populaA�A?o local no combate ao mosquito .

Os resultados, de acordo com a pesquisadora, foram excelentes. O A�ndice de infestaA�A?o na regiA?o, que era de 4% caiu para menos de 1%, considerado aceitA?vel pela OrganizaA�A?o Mundial de SaA?de (OMS). a�?A vantagem do produto A� que A� especA�fico para matar a larva do mosquito. Ele tenta equilibrar uma praga que estA? desequilibrada, mas nA?o A� sA? o produto. A� preciso trazer a populaA�A?o para perto. Fazer campanhasa�?, ressaltou.

Fonte: AgA?ncia Brasil, com informaA�A�es da AgA?ncia Senado.