Conselho Regional de Química XII Região

O diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, participou, na A?ltima terA�a-feira, dia 29, em SA?o Paulo, do fA?rum a�?O Futuro do Combate ao CA?ncera�?, realizado pela jornal Folha de SA?o Paulo. Integrante da mesa “Entraves A� pesquisa de novas drogas no Brasil”, Barbosa falou, entre outros pontos, sobre o desafio que A� garantir o padrA?o de qualidade para liberaA�A?o dos medicamentos no mercado. “A Anvisa comeA�ou, no ano passado, a fazer algo que deveria ser o padrA?o: responder com previsibilidade sobre os protocolos de pesquisa. A regra A� que em 90 dias a AgA?ncia se manifeste, e, excepcionalmente para estudos mais complexos, o prazo mA?ximo para nossa manifestaA�A?o A� de 180 dias”, afirmou. A Anvisa tem cumprido rigorosamente esses prazos, nA?o havendo fila para analisar protocolos de estudos clA�nicos.

Ao lado de Eduardo Motti, consultor na A?rea de pesquisa clA�nica, e de SA�rgio Queiroz, pesquisador da Unicamp na A?rea de farmA?cia, Jarbas Barbosa afirmou que um outro aspecto que necessita de revisA?o A� a centralizaA�A?o da anA?lise A�tica das pesquisas, que A� realizada pelo sistema das ComissA�es de A�tica em Pesquisa e ComissA?o Nacional de A�tica em Pesquisa (CEP/CONEP). O sistema CEP/CONEP, que nA?o tem relaA�A?o com a Anvisa, nA?o tem prazo determinado para concluir a anA?lise A�tica da pesquisa. Atualmente, estudos clA�nicos de fase 3 para novas drogas para tratamento de cA?ncer, por exemplo, podem demorar atA� mais de um ano. “Uma melhor articulaA�A?o com os CEPs das universidade e outros A?rgA?os de pesquisa poderia ajudar bastante, pois, se nA?o descentralizarmos o processo de avaliaA�A?o A�tica, sempre teremos essa barreira”.

Outro ponto levantado por Barbosa A� sobre a qualidade dos protocolos das pesquisas clA�nicas apresentadas A� Anvisa. Por conta de deficiA?ncias tA�cnicas e ausA?ncia de dados requeridos, a anA?lise demora porque a AgA?ncia tem que solicitar essas informaA�A�es. Para reduzir esse problema, a Anvisa tem editado guias tA�cnicos e realizado oficinas de trabalho e reuniA�es prA�vias com grupos de pesquisa de maneira a que quando os protocolos sejam apresentados oficialmente para a anA?lise, eles estejam completos e consistentes do ponto de vista tA�cnico.

Fonte: Anvisa, com informaA�A�es da Folha de SA?o Paulo.